Help Centers (Zendesk)
De 2 semanas para 1 dia de execução: escalando a criação de centrais de ajuda na BCR.CX
Estruturei e implementei 15 Help Centers no Zendesk Guide, conectando arquitetura da informação, conteúdo, identidade visual e necessidades reais de operação — reduzindo drasticamente o tempo de execução do meu time ao longo do caminho.
- Information Architecture
- UX Writing
- UI Design
- Zendesk Guide
- Stakeholder Management
- Meu papel
- Product Designer
- Contexto
- BCR.CX
- Tipo
- Projetos reais para diferentes clientes

Escala
Marcas com as quais trabalhei
Ao longo do tempo, desenvolvi Help Centers para diferentes empresas de grande porte, cada uma com suas particularidades de operação, volume e negócio.
Apesar das diferenças, todas compartilhavam o mesmo desafio:
transformar informação em autonomia para o usuário.















O desafio
Empresas com grandes operações de atendimento frequentemente já possuem a informação necessária para responder seus clientes.
O problema é que essa informação costuma estar fragmentada, difícil de encontrar, ou organizada pela lógica interna da empresa — não pela intenção do usuário.
Em diferentes clientes, encontrei desafios semelhantes: FAQs extensas e pouco navegáveis, hierarquias difíceis de compreender, inconsistência entre páginas e dependência de atendimento humano para dúvidas que poderiam ser resolvidas por self-service.
Na BCR.CX, empresas que adotavam o Zendesk quase sempre precisavam de uma central de ajuda — e meu time era o único com um designer dedicado, então essa demanda recorrente passou a ser parte direta do meu trabalho.
O desafio não era publicar conteúdo no Zendesk. Era transformar informação em uma experiência em que o usuário conseguisse entender onde estava, encontrar o que precisava e avançar sem depender de suporte humano.
Minha atuação
Atuei de ponta a ponta na criação de 15 Help Centers, frequentemente conduzindo diferentes projetos em paralelo. Cada cliente tinha identidade visual, regras de negócio e necessidades próprias — meu papel era transformar essas variáveis em uma experiência coerente e viável dentro do Zendesk Guide.
Minha atuação envolvia entendimento do briefing e contexto operacional, contato direto com clientes e stakeholders, análise de brand guidelines, definição de arquitetura da informação e navegação, estruturação e revisão de conteúdo, criação das interfaces no Zendesk Guide, adaptação visual por marca, acompanhamento da implementação e apresentação das entregas.
Meu processo seguia alguns princípios: estrutura antes de conteúdo (organizar por jornada e intenção do usuário), clareza para leitura rápida (texto direto, padrões visuais consistentes), decisões orientadas pela operação (volume e impacto real de atendimento) e uma base replicável que se adaptava sem apagar a identidade de cada marca.
Na prática, eu trabalhava conectando negócio + conteúdo + experiência + operação.
Como evoluí o processo
Quando comecei a liderar esse processo, criar uma central de ajuda levava cerca de duas semanas de execução do time. Fui otimizando o fluxo ao longo do tempo: primeiro para uma semana, depois para três dias — e hoje, em casos com material do cliente já disponível, conseguimos executar em um dia.
Vale separar duas coisas: esse é o tempo de execução — design e desenvolvimento em si. O prazo total de entrega ainda depende de fatores fora do meu controle, como o cliente enviar o manual de marca, liberar acessos e conseguirmos agendar as chamadas de validação. Na prática, essas etapas de dependência do cliente costumam levar mais tempo do que a execução em si.
Hoje o design de uma central de ajuda leva cerca de 3 horas, e com o uso do MCP do Figma, o desenvolvimento fica pronto em menos de 30 minutos. Também evoluímos a autonomia do processo: no início, era comum o cliente ter que enviar o design pronto para a BCR desenvolver. Hoje o time desenha e desenvolve a central de ajuda inteira internamente, sem depender do cliente para essa etapa.
Exemplos selecionados
KaBuM! — Estrutura para um contexto de e-commerce de alto volume
A experiência precisava tornar uma grande quantidade de informações de suporte mais fácil de navegar e localizar.

Under Armour — Adaptando self-service a uma marca global com operação local
O desafio era trabalhar dentro de uma identidade visual consolidada sem perder clareza e eficiência na experiência de suporte.

Havaianas (Alpargatas) — Aproximando experiência de suporte e identidade de marca
Estruturei a experiência respeitando a linguagem visual da marca, mantendo navegação e conteúdo orientados à resolução.

Accesstage — Simplificando a navegação para um contexto B2B
Em um contexto com conteúdo mais técnico, a prioridade foi tornar a estrutura mais clara e previsível para quem precisava localizar informações específicas.

Impacto
Velocidade
Tempo de execução do time reduzido de 2 semanas para 1 dia (com material do cliente disponível) — design em ~3h e desenvolvimento em menos de 30 minutos via MCP do Figma.
Autonomia
Processo internalizado de ponta a ponta: o time deixou de depender do cliente para desenvolver o design e passou a entregar tudo internamente.
Escala
15 Help Centers entregues para marcas de grande porte, com estrutura replicável adaptada a cada identidade e regra de negócio, conduzindo múltiplos projetos em paralelo.
O que esse projeto me ensinou
Self-service também é produto
Uma central de ajuda não é apenas um repositório. Ela possui usuários, jornadas, objetivos e decisões de experiência.
Escala exige processo, não só talento
Reduzir de 2 semanas para 1 dia não veio de trabalhar mais rápido — veio de repensar o fluxo de trabalho em si.
Consistência não significa uniformidade
É possível criar uma base sólida e replicável sem apagar a identidade e o contexto de cada marca.
Projetando experiências que precisam tornar complexidade mais simples?
Gosto de trabalhar em problemas onde estrutura, conteúdo e interface precisam funcionar juntos para ajudar pessoas a chegar ao que precisam com menos esforço.